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Medo de altura

Por: Silvia Helena Cardoso

Seres humanos e outros animais parecem ter sido projetados para desenvolver medo de estímulo nocivo ou perigoso. Medo é uma emoção desagradável e intensa, causada pela antecipação ou consciência do perigo. O medo é completamente natural e ajuda as pessoas a reconhecer e responder e responder a ameaças e situações de perigo. Os humanos têm um complexo sistema de aprendizagem emocional para detectar perigo e ativar sistemas cerebrais de alarme.

Entretanto, sistemas de alarme podem, eventualmente, serem perturbados. O medo saudável -- ou medo que tem uma função protetora -- pode evoluir para um medo não saudável ou patológico, o qual pode levar a um comportamento exagerado de medo. Tais medos caracterizam-se por distúrbios da ansiedade, particularmente fobias específicas.

Uma fobia é um medo intenso e não realista, o que pode interferir com a habilidade de socializar, trabalhar, ou mesmo viver normalmente a vida do dia-a-dia. o qual é trazido por um objeto, evento ou situação.

Como a fobia é criada?

O medo provocado por estímulos aversivos desencadeia um reflexo emocional. Isto porque o estresse e trauma são armazenados como memórias em certas partes do cérebro (veja abaixo). Este armazenamento é chamado de "medo condicionado". E é como a fobia é criada.

O medo condicionado é o método pelo qual os organismos aprendem a sentir medo de um novo estímulo. é uma forma de aprendizagem na qual o medo é associado com um contexto particular neutro (por ex., uma sala) ou um estímulo neutro (por ex., um tom). Isto pode ser feito por parear um estímulo neutro com um estímulo aversivo (por ex., um choque, barulho alto, odor desagradável). Eventualmente, o estímulo neutro sozinho pode eliciar o estado de medo.

O assento do medo

Medo condicionado, expressão emocional, armazenamento e recrutamento de memórias, são controlados pelo sistema límbico, o qual é feito de um grupo de estruturas como amígdala, e tálamo (2). O medo parece enviar impulsos ao longo da via do ouvido ao tálamo e diretamente à amígdala, onde eles podem ser analisados antes de serem enviados à amígada. Quando a amígada recebe impulsos nervosos indicando a ameaça, ela envia sinais que desencadeiam tais reações com taquicardia e pressão elevada.


Fig. 1 - Ativação da imagem de IRMf da amígdala direita em resposta a uma situação de medo.

É notavel, por exemplo, que o distúrbio da ansiedade social é caracterizado pelo aumento da ativação da amígdala, e a psicopatia pela diminuição na ativação desta estrutura durante uma tarefa de condicionamento aversivo (2). Pode haver respostas atenuadas em tais regiões após terapia comportamental cognitiva.

Abaixo ilustraremos um tipo específico de fobia.

Acrophobia

Acrofobia, ou medo de altura, é caracterizado por um medo irracional de estar em locais altos, resultando na evitação de tais situações. Em alguns casos, a pessoa pode não ser capaz de visitar alguém, por exemplo, o médico em seu escritório em no 5o. andar, ou mesmo não poderá aceitar um trabalho porque o escritório está no 10o. andar; da mesma forma, não visitará amigos ou parentes que moram em um andar alto de prédio.

Vídeo 1: Ilustrando o medo de altura de forma divertida.

Tratamento

Nas últimas décadas, psicólogos e outros pesquisadores desenvolveram alguns tratamentos comportamentais e farmacológicos efetivos para fobia, bem como intervenções tecnológicas.

A extinção do medo envolve exposições repetidas à memória do medo ou objeto, na ausência de consequências adversas.

A terapia comportamental para fobia inclui exposição do assunto para o estímulo que produz ansiedade, permitindo a atenuação desta ansiedade. A exposição gradativa in vivo é um tratamento comum e efeitvo para a fobia. Por exemplo, se o paciente tem medo de altura, as sessões de terapia podem começar com o paciente tendo que olhar para o terceiro andar, com um terapeuta presente. Em sessões subsequentes, o paciente pode se mover para uma janela do décimo andar. Outras localizações comuns para este tipo de terapia são escadas externas ao prédio, pontes e elevadores.

Uma pessoa com fobia pode se curar após terapia comportamental, porém ter sua fobia de volta quando passar por um perído de estresse intenso. Por que isso acontece? Joseph LeDoux, Ph.D., neuroscientista da Universidade de Nova Yorque, sugere que isto se dá porque as vias do tálamo à amígdala e cortex sensorial foram normalizadas, mas os circuitos internos na amígada não (2). Uma razão para a dificuladade em exercer controle consciente sobre o medo poderia ser porque existem mais circuitos celulares sendo conduzidos da amígada ao cortex pre-frontal, a área do cérebro responsável entre outras coisas, pelo raciocínio, do que circuitos indo para outra direção.

Usando realidade virtual para trata fobia.

+ Fobias, tais como acrofobia, podem também ser tratadas com o uso de terapia exposta à realidade virtual. Após treinamento de relaxamento sobre quais situações provocam ansiedade, o cliente é exposto a ambientes virtuais progressivamente mais altos. Estes podem incluir, por exemplo, um elevador de construção virtual. à medida que o cliente progride, estímulos como vento, vibração e som podem ser adicionados para criar mais realismo.


Fig. 2 - Sessão de realidade virtual. Cliente é exposto a ambientes virtuais progressivos.

Referências:

1. Specific Phobia: A Disorder of Fear Conditioning and Extinction.
2. Is the amygdala the key to control of the emotional memories that trigger irrational panic?

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Published in Jan 25th, 2008


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