Diferenças entre as “psiques” e o problema da reencarnação
7 de Fevereiro de 2008
*/Kediner <kediner@gmail.
>
> Sou um cara q adora ler tudo sobre
> os estudos da psiquê, porém ainda tenho
> certas duvidas…Queria entender a diferença
> entre psicologia, psicanálise e psiquiatria.
> E o que essas ciências falam cobre reencarnacionismo?
> Qual delas estuda a hipnose?
> aguardo as respostas,
> obrigado pela atenção!
> boa semana.
Silvia Helena Cardoso escreveu:
Psicologia - vem do grego “psique” (alma, mente) + “logos” (palavra)
= “discurso sobre a mente. Estudo científico do comportamento e dos
processos mentais, normais e anormais.
Psiquiatria - “psique” + “iatros” (curador, médico) = “Curar a
mente”. Faz diagnóstico e tratamento clínico de distúrbios
mentais .
Psicanálise - “psique” + “ana” (o todo) + “lysis” (dissolução,
quebra, separação) = “Análise da mente”.
Existem poucas diferenças entre psicologia clínica e psiquiatria,
quanto
ao diagnóstico e terapia. Uma diferença importante é que os
profissionais da psicologia não podem prescrever tratamentos de fundo
biológico, como drogas, pois não tem conhecimentos médicos para poder
acompanhar o paciente. Já a psicanálise é básicamente uma escola
psicoterapêutica, originária das teorias e métodos de Sigmund Freud e
seus seguidores. É adotada tanto por psicologos quanto psiquiatras,
dependendo da orientação teórica de cada um e formação. Não usa
abordagens biológicas: é a chamada terapia pela palavra.
Sobre ciência e reencarnação:
Alguns psiquiatras já tentaram aplicar pesquisas que analisam o
discurso
de pessoas que declaram ter tido ou convivido com vidas passadas. Já
se
estudou, por exemplo, memórias de vidas passadas, experiência próxima
da
morte, experiência fora do corpo, etc.
Entretanto, nenhum desses estudos conseguiu até hoje convencer nenhum
cientista biológico. Em um dos estudos, por exemplo, o psiquiatra Dr.
Stevenson (1), publicou um trabalho cientifico mostrando que crianças
que tinham nascido com marcas de nascimento (por ex., uma cicatriz no
torax) disseram se lembrar da vida de um homem que tinha sido morto a
bala em uma situação semelhante. Neste trabalho em particular, o que
não convenceu os
cientistas, é que o Dr. Stevenson tomou como sujeito de suas
pesquisas
as crianças da sociedade oriental, como os hindus. Na religião
predominante deles, a reencarnação é completamente normal, e pode
ter havido sugestionamento.
Em outras investigações centíficas, como a experiência próxima da
morte,
já está se comprovando ter sua base neural. Estudos sugerem que há
uma
dissociação neural causada pela liberação de neurotransmissores
específicos em certas estruturas, como o giro do cingulo.
Alguns terapeutas geralmente usam hipnose para ajudar os clientes a
recrutar memórias de vidas passadas. Mas os céticos sugerem que
aquelas
declarações de reencarnação podem se originar do pensamento seletivo,
confabulação, sugestionabilidade e o fenômeno psicológico de falsas
memórias.
Referencia:
1. Birthmarks and Birth Defects Corresponding to Wounds on Deceased
Persons”
http://www.childpas
Silvia Helena Cardoso
Na filosofia budista, a vida envolve dor e sofrimento. Para perceber que se pode ser feliz, tem que se perceber que se pode ser triste. Então, o conhecimento e o auto conhecimento desta realidade, pode mudar a própria realidade. Nesta perspectiva, a idéia é “uma vez que eu sei que eu sofro, eu sou capaz de trabalhar com este sofrimento e talvez até transmutá-lo”, ou seja, movê-lo por transcendência.
”Felicitá” em latin significa ao acaso; happiness em inglês vem
Frequentemente os pensamentos negativos ocupam nossa mente
Sabemos que aos 6 meses, o feto começa a mostrar sinais de personalidade individual. Ele tem padrões definidos de sono e vigília, tem uma posição predileta no útero e torna-se mais ativo - chutando, espichando-se, encolhendo-se. Aos 7 meses, entre outras coisas, já chora, engole, suga o polegar. O mais curioso, é que eles parecem também aprender e se lembrar. Em uma experiência, bebês de três dias sugavam mais um bico que ativava uma gravação de uma história que suas mães haviam lido com frequência durante as últimas 6 semanas de gestação do que em bicos que ativavam gravações de outras histórias. Ao que parece, os bebês reconheciam a história que haviam escutado no útero. Um grupo controle, cujas mães não haviam recitado uma história antes do nascimento, reagia da mesma maneira às três gravações Experiências semelhantes constataram que neonatos de dois a 4 dias de vida preferem a voz de sua mãe e de outras mulheres, vozes femininas a vozes masculinas e a lingua nativa da mãe a outro idioma (DeCasper et al.,1980)