Arquivo da categoria ‘Neurociência’

Experiência mística revelada

22 de Novembro de 2007

 Há seis anos, decidi investigar um dos fenômenos incompreensíveis que mais me intrigava: de onde vem o “oásis” de paz interior, a experiência fora do corpo e o “contato com o cosmos” que tanto se fala durante o êxtase religioso e meditação profunda?
Fui eu então conhecer um deles, a meditação, e comecei a praticar persistentemente. Para minha assombrosa surpresa, em um dado dia de prática, eu, cética, me vi exatamente naquelas condições: em um oásis de paz interior, experiência fora do corpo, contato com o cosmos e uma sensação de suprema felicidade.
Não me conformei em aceitar resignadamente aquela experiência como “sobrenatural” e inexplicável, então fui investigar se a ciência tinha uma resposta para aquilo. Adivinhe o que? Tinha! Eu tinha encontrado uma resposta!!
Um artigo entitulado “The Material Nature of Spirituality” (A Natureza Material da Espiritualidade) descrevia pesquisas com imagens cerebrais de voluntários durante o climax da experiência espiritual. Entre diversas constatações, a mais intrigante foi a diminuição da atividade do lobo parietal superior, uma área na parte alta do cérebro que influencia nossa orientação espacial e de tempo. Esta área deve funcionar o tempo todo para auxiliar no movimento. Durante a experiência transcendental, esta área estava diminuida, explicando então, as experiências espaciais (fora do corpo) que eu senti. As outras sensações de paz interior, etc., foram explicadas por outros achados de diminuição e relaxamento como ansiedade, hormônio do estresse, presão arterial, relaxamento muscular.
Silvia Helena Cardoso
Referências:
1. The Material Nature of Spirituality
http://serendip.brynmawr.edu/biology/b103/f01/web3/ekanayake.html#2
Visão Ciêntífica da Prece
2.
http://mortesubita.org/psico/textos/visao-cientifica-sobre-a-
prece/view
 

O poder de ler a mente do outro

22 de Novembro de 2007

Neurônios espelho 

Nós temos um grande poder mental: o de captar a mente dos outros. Mas não da forma como tentam fazer os que desconhecem a ciência e usam a pseudociência se concentrando para “adivinhar” a mente do outro. Nosso poder de captar a mente dos outros nãoé  pelo pensamento ou imaginação. É por simulação direta da ação observada do outro . Como?

Possuímos células que “lêem mentes”. Estas células foram denominadas de neurônios espelho, porque, além de agirem quando realizamos uma
determinada ação, elas agem também nos momentos em que observamos alguém realizar uma ação. E mais ainda: estes sistemas de neurônios não somente compreendem as ações dos outros. São especializados também em compreender suas intenções, o significado social do comportamento deles e suas emoções.

Espalhados por partes fundamentais do cérebro, como a região que gera os movimentos, a fala, a empatia e a dor, esses neurônios podem explicar por exemplo, como aprendemos a sorrir, conversar, caminhar ou dançar. Isto explica porque respondemos a um sorriso, porque bocejamos quando alguém boceja, porque batemos palma em uma platéia quando alguém inicia este ato, porque suamos quando os jogadores de futebol na copa do mundo suam. Em um nível mais profundo, a revelação sugere que existe uma dinâmica biológica para a complexa troca de idéias a que chamamos cultura e aprendizagem por imitação

Médicos estão aplicando essa descoberta em pacientes que sofreram derrame, os quais geralmente ficam com partes paralisadas do corpo. Somente o fato de estes pacientes verem alguêm se movimentando, já pode melhorar o quadro de paralisia.

Estes achados nos ensinam também que, se as ações, emoções e ficar próximos mais das pessoas felizes, alegres, otimistas, íntegras. E quando quisermos transmitir felicidade, temos que ser da mesma forma também

Para saber mais:
Neurônios-espelhos” podem ser a chave do aprendizado e da cultura http://www.sobresites.com/psicologia/noticias/neurnios-espelhos-podem-ser-a-chave-do-aprendizado-e-da-cultura.htm